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TCU e Comissão de Valores Mobiliários celebram acordo de cooperação

O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assinaram acordo de cooperação técnica, que tem por objetivo realizar o intercâmbio de conhecimentos, de informações e de bases de dados entre as instituições. O comunicado sobre o acordo foi lido em plenário pelo presidente do tribunal, ministro Raimundo Carreiro.

O acordo atende a uma das prioridades listadas pela CVM em seu planejamento estratégico iniciado em 2013, que destacou a atuação coordenada com instituições públicas e privadas como forma de aperfeiçoar, continuamente, seus processos de supervisão e sanção.

Em contrapartida ao acesso à base de dados do TCU, a CVM repassará periodicamente à Corte de Contas informações estruturadas contendo dados referentes aos participantes do mercado de valores mobiliários. Esses dados integrarão o repositório de informações de que o tribunal dispõe para subsidiar o exercício das atividades de controle externo.

As duas instituições selecionaram servidores com conhecimentos técnicos e de TI, que se dedicarão à análise dos dados acessados por meio do intercâmbio. Segundo Leonardo Pereira, presidente da CVM, a expectativa é de que a cooperação promova o aperfeiçoamento mútuo de atividades investigativas nos órgãos.

“O acesso à base de dados do TCU e a seleção de servidores para atuarem com foco na análise desses dados será um avanço para a CVM, principalmente no que diz respeito ao uso de tecnologia nas atividades de supervisão. Inicialmente, o intercâmbio de informações será utilizado em casos relacionados a insider trading. Adicionalmente, desejamos que haja o compartilhamento de expertises entre os servidores de ambas as instituições, já que, muitas vezes, as análises de assuntos se tangenciam”, afirma Pereira.

De acordo com Carreiro, “o tribunal tem firmado acordos de cooperação técnica com órgãos e entidades nacionais e internacionais, inclusive civis, para aprimorar o cumprimento de sua missão institucional de conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública. A transferência de conhecimentos e o acesso a sistemas e informações constantes em nossas bases de dados contribui principalmente para a melhoria da administração pública, ampliando os mecanismos de controle”.

A recém-criada Secretaria de Gestão de Informações para o Controle Externo (SGI), instituída para fomentar o gerenciamento dos conteúdos necessários às atividades de controle externo, é a unidade responsável pela interlocução e articulação de ações decorrentes do acordo de cooperação com a CVM.

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O TCU

O Tribunal de Contas da União é o órgão responsável por fiscalizar a utilização dos recursos públicos federais. Essa atividade é chamada de controle externo e tem o objetivo de garantir que o dinheiro público seja realmente aplicado em benefício da sociedade.

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