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Uma Luz no Apagão

No dia 10 de novembro de 2009, mais de 60 milhões de pessoas ficaram sem energia em todo o país. Ao todo, o prejuízo causado ultrapassou o valor de 1 bilhão de reais. E esse foi apenas um dos treze grandes blecautes nos últimos dez anos.

O Brasil tem um longo histórico de apagões e a perspectiva para os próximos anos não é muito animadora. 

Altas temperaturas, muita demanda por energia, diminuição dos níveis de água nas principais reservas do país e falta de planejamento. Esses são alguns motivos que podem levar o setor elétrico brasileiro à uma grande crise. Para se ter ideia da dimensão do problema, 2015 têm registrado temperaturas recordes em todo o país, como no Distrito Federal, que está passando pelo ano mais quente de sua história.

A cada ano, nós, brasileiros, usamos mais energia elétrica. Além disso, o nível de chuvas nos próximos meses é incerto, o que deve afetar o nível dos reservatórios hídricos, principalmente no Sudeste. 

Para evitar que uma grande crise elétrica aconteça mais uma vez em nosso país, o Tribunal de Contas da União realizou um levantamento nos principais órgãos e empresas do país da área de energia. O TCU avaliou a atuação do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das Centrais Elétricas Brasileira S.A. (Eletrobras), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O objetivo do trabalho foi examinar quais medidas podem ser adotadas para garantir que não falte energia elétrica para a população nos próximos anos.

O Tribunal observou que não existe um plano preventivo para o setor elétrico, caso aconteça alguma crise, e que as ações das geradoras de energia para combater os problemas podem afetar o valor da conta elétrica para o consumidor.

A avaliação apontou que em 2014 houve tentativas para aumentar a oferta de energia, mas as medidas não obtiveram resultados significativos. Essas ações, somadas ao uso das termoelétricas em sua capacidade máxima, chegaram a proporcionar o aumento da oferta, mas a custos muito elevados.
Para o TCU, o Governo tem tentado adotar medidas para reverter a situação de crise iminente de abastecimento, mas não existe uma avaliação sobre como os custos dessas medidas vão afetar o setor elétrico e a sociedade.

O Tribunal de Contas recomendou ao MME que elabore um plano de ação para “Situações de Elevado Risco de Insuficiência Energética”. O MME também precisará realizar estudos para avaliar a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis e estudos para quantificar os custos e os ganhos na geração de energia elétrica.

A energia é essencial para o desenvolvimento da nossa sociedade. Esse é mais um trabalho do TCU para melhorar a vida de cada brasileiro.
 “Entre todos os diversos departamentos de pesquisa, os diversos ramos da indústria, novos e antigos, que estão sendo rapidamente expandidos, existe um que domina todos os outros em importância – um que é de maior significância para o conforto e a qualidade de vida da humanidade, e este é o da transmissão elétrica” – Nikola Tesla


Como acontece um apagão?


Para que a energia chegue à casa de cada brasileiro, o sistema elétrico precisa gerar, a cada instante, o suficiente para atender a demanda dos consumidores naquele momento. Como uma forma de garantir que esse processo siga sem problemas, é preciso que haja uma reserva pronta para entrar em funcionamento no momento em que a demanda sobe. 

Quando o sistema atinge o seu limite, a frequência elétrica diminui e, sem ter como aumentar a geração de energia, os equipamentos automaticamente se desligam para evitar serem danificados. Isso diminui ainda mais a geração de energia, aumentando a diferença entre a demanda e a oferta, fazendo com que cada vez mais equipamentos desliguem e levando o sistema a um colapso.


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O TCU

O Tribunal de Contas da União é o órgão responsável por fiscalizar a utilização dos recursos públicos federais. Essa atividade é chamada de controle externo e tem o objetivo de garantir que o dinheiro público seja realmente aplicado em benefício da sociedade.

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