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Sol, praia, mar e ... ARGH!!!

Praia, sol, Rio de Janeiro. Uma ótima combinação para tomar um banho de mar. Mas você entraria na água sabendo que provavelmente vai pegar alguma doença? Essa é a situação que a Baía de Guanabara deve oferecer aos atletas e turistas que virão para as Olímpiadas Rio 2016.
Apresentado como um dos principais legados dos Jogos Olímpicos, a recuperação e despoluição da Baía de Guanabara não será entregue até o início das competições.
 

Escolhido para a prática dos esportes aquáticos, foi constatado que as águas do local apresentam níveis alarmantes de poluição. Os testes mostraram que a água das áreas de competição está altamente contaminada, com elevados níveis de vírus e bactérias. 

Ao todo, são esperados mais de 10 mil atletas de 205 países, dos quais cerca de 1.400 estarão em contato direto com a água nas provas de vela na Marina da Glória, de nado na praia de Copacabana e de canoagem e remo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Também se espera a presença de 350 a 500 mil turistas estrangeiros que podem entrar em contato direto com a água poluída.


Sabendo disso, os atletas olímpicos e especialistas internacionais demonstraram estar preocupados com a situação. Alguns atletas que já treinam na Baía apresentaram sintomas de contaminação pelo contato com a água poluída. Ivan Bulaja, técnico da equipe de iatismo austríaca, disse que é a pior qualidade de água que já viu em sua carreira e que seus atletas perdem valiosos dias de treino depois de ficar doentes e apresentarem febre, vômitos e diarreia.


Segundo relatório do Tribunal de Contas da União, as ações de despoluição não serão executadas a tempo. Uma das promessas do Rio para os Jogos foi a construção de oito unidades de tratamento de resíduos para filtrar os esgotos e impedir que os resíduos fluíssem para a Baía de Guanabara. Apenas uma foi construída. Também foi observado que os níveis de transparência dos gastos relacionados aos Jogos estão abaixo do indicado.
“Novamente o nosso país falha com relação à transparência e a um planejamento antecipado e detalhado para a organização de um evento de nível mundial, dificultando, assim, o controle social e a utilização de recursos públicos de maneira mais eficaz e eficiente”, ressaltou o ministro relator do processo Augusto Nardes.


Para o TCU, o atraso no tratamento da poluição, além dos problemas ambientais e de saúde para os moradores e turistas, deve trazer prejuízos à imagem do país, especialmente com a visibilidade que os Jogos Olímpicos trazem para o local da competição.


O Tribunal indicou à Autoridade Pública Olímpica (APO) que amplie a fiscalização sobre as obras dos Jogos.


A despoluição das águas é essencial para as Olímpiadas do próximo ano, mas é mais importante ainda para melhorar a qualidade de vida da população e para que moradores e turistas possam aproveitar a belezas e recursos naturais da Cidade Maravilhosa.


Saiba mais

Assista o programa #EuFiscalizo que traz esclarecimentos sobre as fiscalizações para as olímpiadas 2016.


1 comentários:

O TCU

O Tribunal de Contas da União é o órgão responsável por fiscalizar a utilização dos recursos públicos federais. Essa atividade é chamada de controle externo e tem o objetivo de garantir que o dinheiro público seja realmente aplicado em benefício da sociedade.

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